Paiotti

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  • Trabalho E Ócio.

                   Em uma linha alemã materialista o trabalho é uma categoria central para o homem. O ócio do trabalho não é uma opção, mas lei para um contexto social atual e ocidentalizado. Não sendo encarado em primeira instância como negativo, Domenico De Masi revolucionou o conceito de trabalho analisando o que ele chamou de ócio criativo. Onde mesmo em um período de descanso há um aproveitamento das ideias para o trabalho.

                    O tempo livre é antes de um direito, uma conquista. Foram tantas as greves sindicais que nos condicionaram boas noites de sono e crianças longes de maquinarias perigosas. Ora, banalizar tanta luta é excluir a essência da condição humana. A de se saber não ser explorado, escravo. Gozar do tempo livre é ser um pouco mais livre, é poder parar para também aproveitar, “e como é bom parar” (Testamento- Vinicius de Moraes).
                    O conteúdo subjetivo não é exclusividade do tempo livre, diferentemente do labor, o trabalho oferece a oportunidade para reflexão, se distanciando de uma tarefa especializada e desqualificada como apresentado por Ford durante a Revolução Industrial. Não há uma linha certa que separa o trabalho e o entretenimento. Se considerarmos que pessoas prestam vestibulares para “fazerem” o que gostam, para se apropriarem do conteúdo subjetivo que apreciam, que as entretém.
                    O ócio é uma conquista séria, e seu aproveitamento é tão sério quanto. Trabalhar no tempo livre sem a presença do labor é possível, como De Masi mostra com o ócio criativo.

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    Posted on April 30, 2013

  • Peão H8.

    Mesmo que às cegas,
    Suas pálpebras num piscar de figas
    Foram cenário suficiente
    Para estrelas cedentes de algo guia
    Entre um Sol de rubi.

    E num ato de ideia
    Onde o escuro é caçado
    E a luz te cega
    Lhe vi ao contrário
    Como que um espelho
    Que de tanto ler, traduziu
    O que em verdade são as curvas do real
    E em racional, a ousadia do imaginário.

                                                                                                                                 (Mario Di’Olus)

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    Posted on April 23, 2013

  • Tarde Na Casa Do Murilo.

    Murilo e Carol no rancho
    O dia pra vadiar
    Um verde que não tem tamanho
    Bebendo e ficando no ar
    Depois na piscina cair-me
    Sentir gelar todo o corpo
    Falando besteiras que rimem
    Beber mais outra Skol

    É bom!

    Passar uma tarde na casa do Murilo

    Ao Sol que arde na casa do Murilo

    Tentando pegar o carro do Murilo
    E a mãe dele: não filho!! (2X)

    Ouvindo carros lá na rua
    Em frente o verde em domínio
    Argumentar com doçura
    A Lu e suas loucuras
    E com olhar esquecido
    Num encontro de serra e ar
    Bem devagar e sentindo
    A Terra toda rodar

    É bom!
    Passar uma tarde na casa do Murilo

    Ao Sol que arde na casa do Murilo
    Tentando pegar o carro do Murilo
    E a mãe dele: não filho!! (2X)

    Depois sentir o arrepio
    Do vento que a noite trás
    O diz-que-diz-que macio
    Que brota de alguns canais
    E nas cadeiras de bueno
    Sem ontem nem amanhã
    Descansam braços morenos
    Na casa do Murilo

    É bom!
    Passar uma tarde na casa do Murilo

    Ao Sol que arde na casa do Murilo
    Tentando pegar o carro do Murilo
    E a mãe dele: não filho!! (2X)

    (Murilo Paiotti Dias e Carol Becker)

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    Posted on April 23, 2013

  • Baralho.

    Eu avisei que era um jogo de cartas marcadas. O 2 de Copas iria sorrir, o 9 de ouros iria fazer as pazes com seus demônios, e o Curinga… Ela não pensou duas vezes, sabia que era o Curinga quem deveria descartar. Curingas são raros, mas não são pra qualquer jogo. Os que a figura entra são pouco reconhecidos, e jogados só por 2. 2 de Copas.
    Tudo político. Faça o amor chorar e dê uma folga a você mesma! Sofrer é caro. Amar é só perigoso.
    Pobre Curinga, queimado na primeira rodada. Pobre 9 de ouros, que ainda espera sua segunda chance na mão do 2 de copas. Mas pobre mesmo do 2 de copas, que acredita nas pazes entre leões e homens.
    (Mario Di’Olus)

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    Posted on April 23, 2013

  • O Quadrado.

                Fazer se ser entendido é um desafio. Se eu caminho não penso em caminhar. Se respiro não é porque penso em não me sufocar. Se penso, penso. Se existo, penso. Assim amo.
                Quando a interpretação é o esperado, o eu-lírico morre e o autor chora. São esses tantos que consagram a arte pra poucos, esse processo democrático que isola minha fraternidade, nos tira a liberdade e debocham da já debochada igualdade, essas grandes celebridades de um passado longe se perto, de um futuro perto se agora.
                O cubismo já não passa de um quadrado.

                                                                                                  (Mario Di’Olus)
    Desmanche do texto:

    -Citações indiretas e menções:  
    “…Se eu caminho não penso em caminhar. Se respiro não é porque penso em não me sufocar…”- Posição ética (positiva e negativa) do eu-lírico.
    “Se penso, penso. Se existo, penso”- René Descartes; “Penso, logo existo.”
    “São esses tantos que consagram a arte pra poucos”- Referência aos que tratam a arte como status
    “… processo democrático que isola minha fraternidade, nos tira a liberdade e debocham da já debochada igualdade…”- Revolução Francesa (Liberté, Egalité, Fraternité).
    “… essas grandes celebridades de um passado longe, se perto, de um futuro perto, se agora.” Marcelo D2- Desabafo;
                                                   “…Celebridade é artista
                                                   Artista que não faz arte…”


    Pablo Picasso: “…Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte.”

    Vinicius de Moraes- Monólogo de Orfeu.
     

    “…essa vontade de estar perto, se longe
     ou estar mais perto se perto…”

     

    “O cubismo já não passa de um quadrado.”- Tom Jobim- Carta do Tom; “… Minha janela não passa de um quadrado…”

    Texto dedicado ao nosso mundinho.
                                                                      (Murilo Paiotti Dias- 2013)

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    Posted on April 23, 2013

  • Resta Ler.

                 “…O povo analfabeto não sabe ler, só pensa em futebol…”, disse Lygia Fagundes em sua entrevista para a CartaCapital. Ora, somos o país do futebol. E onde se escondem nossos gênios? Os craques. De Machado ao poetinha vagabundo. Onde nos perdemos entre esse romance e “…essa contemporaneidade com o amanhã dos que não tem ontem e nem hoje…”?(O Haver, Vinicius de Moraes). Talvez esse mar de desinteresse pelas folhas escritas seja o dilúvio de nossas três raças tristes. A leitura transforma, mas não ler é drástica alteração.
                Se ler não fosse perigoso, a China teria mais história. Quando o acervo foi queimado junto com os usuários da literatura no século II a.C. Se a alienação é incondicional em seu sentido cabal a resposta fica a desejar. Mas que o conteúdo, às vezes isento, é responsável pelas mudanças em suas diferentes condições, já se é de notar. Pois de onde viria a esquerda sem o materialismo alemão? Ler é adicionar, subtrair. É deixar à mercê do questionamento, da construção da história, essa grande juíza dos príncipes.
                Uma garota inventa seu “Diário de Classe” e negocia com os líderes de uma nação. Isadora Faber já conquistou 614 mil seguidores em seu canal “Diário de Classe” no Facebook, esta fantástica rede social do McMundo (Benjamin R. Barber). Sua sede de aprender fez da aluna de escola pública uma líder. Se dizendo sempre acompanhada pelos livros, Isadora escreve para ser lida. Denuncia para sermos como ela, dignos de nossos direitos.
                Encontramos a liberdade e o poder nas linhas. A periculosidade que trás um só livro, uma só garota. Adicionamos e subtraímos quem fomos, o que pensamos. Lemos e posicionamos nossos partidos, nosso intelecto, a obra que somos.

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    Posted on April 23, 2013

  • (via korut)

    Posted on August 29, 2012 via |AWAKE MY SOUL| with 169 notes

    Source: shrbr

  • (via moneyisnotimportant)

    Posted on August 19, 2012 via Airows with 2,051 notes

    Source: airows

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